Por muito tempo eu acreditei que Bukowisk sabia tudo sobre o amor. Que Renato Russo era muito maduro. Que bebida gostosa era o vinho. Que filmes “clássicos” eram os melhores. E músicas boas eram as dançantes… Algumas primaveras me mostraram a adolescência de Legião. Alguns verões me ensinaram a delícia do lúpulo. Nos outonos me escondia nos cantos escuros do rock… E com os invernos aprendi a amar com calma. Por muito tempo acreditei que sonhos e objetivos eram a mesma coisa. Por pouco tempo desacreditei… E logo voltei a re-acreditar (ufa…) Algumas coisas que disse me fazem rir de mim mesma. Outras me fazem pensar. Muitas me fazem mudar. E saindo de mim mesma me permito crescer. Esticar as pernas, andar mais longe. Não que aquele outro “eu” tenha ficado para trás no caminho… ele pavimentou onde hoje eu piso. Mas mudar… ah, mudar e re-mudar. De um jeito torto fortalece a essência de quem somos.

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